sábado, 17 de setembro de 2011

As ruas da nossa aldeia.

O ano de 1949 parece ter sido um ano de grande desenvolvimento para a nossa aldeia. Um conjunto de fotografias dessa data, propriedade do Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Beja, mostra-nos várias obras que vieram melhorar a vida de todos quantos ali viviam. Ficam aqui algumas fotos, que mostram o calcetamento de várias ruas e praças.
Rua do Algarve
Rua da Boavista
Rua da Igreja
Rua das Eiras
Rua da Sociedade
Rua Ilídio do Rosário (antiga Rua Nova)
Praça Dr. Francisco Mira
Largo da Biblioteca

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"Recordações", de António Dias

Com 12 anos de idade                                                    Era uma tenra idade
Mas muito pouca vontade                                            Mas hoje sinto vaidade
No campo comecei a trabalhar                                  De ter trabalhado no campo
Eu não tinha riqueza                                                      Oliveiras, varejei
Tinha apenas natureza                                                  Azeitonas, apanhei
De aos meus pais ajudar                                              Tudo fiz com encanto

Recordações é o título deste livro de poemas, edição de autor, o nosso conterrâneo António Dias. Amanhã colocarei o poema "O que eu fiz" completo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Uma equipa dos anos 50

Manter um blogue actualizado exige disciplina. Acontece que, nas últimas semanas, tenho sido bastante indisciplinado, daí que não tenha colocado artigoss com a regularidade que desejaria.
Hoje à tarde a minha mãe deu-me esta foto, que eu já conhecia há muitos anos e pediu que eu lhe imprimisse uma cópia, para ela levar para o Centro de Convívio.
Pelas suas contas, deverá ser de 1952/53. Reconheço, apenas alguns dos jogadores : o Dionísio, o terceiro a contar da esquerda, de pé; o Zé Gil, o segundo da direita, de joelhos; o Castanho ("Cabra"), o primeiro da direita, de joelhos. O segundo a contar da direita, de pé, é o Luís Murteira (primo-irmão da minha mãe), que não conheci. Entre ele  e o Dionísio, parece-me o Francisco Viana. Será?
Se conhecerem mais algum dos jogadores, podem informar-nos.

domingo, 5 de junho de 2011

Santa Vitória MG (Brasil)

É bem no interior do Estado de Minas Gerais, no Brasil, na fronteira (ou "divisa", como se diz no país-irmão) desse estado com outros três, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo, que se situa a cidade de Santa Vitória. Como se pode ver no mapa , perto dessa cidade situa-se a grande barragem de São Simão, no Rio Paranaíba, onde, desde 1978, funciona uma central hidroeléctrica.
O Município de Santa Vitória foi criado em 1948 e, em 2010 tinha 18 157 habitantes, distribuídos pela cidade (cerca de 77%) e pelos distritos (freguesias)  rurais ( cerca de 23%) de Chaveslândia e de Perdilândia.
É uma região onde predomina a pecuária, com a produção de leite e de carne, e a cana-do-açúcar. Associadas a esta, têm sido criadas grandes agroindústrias, onde, para além do açúcar, se produz o etanol (álcool para os automóveis, que substitui a gasolina e o gasóleo) e, mais recentemente, o polietileno, o plástico verde.
Devido à importância que a agricultura tem nesta região, realiza-se em Santa Vitória uma grande feira agropecuária, a EXPOSANTA, que este ano teve lugar entre 27 e 31 de Maio.
Algumas imagens de Santa Vitória :



Alguns links de Santa Vitória :
Prefeitura      Câmara Municipal      Wikipedia       Portal Click       Rádio Participativa      EXPOSANTA


sexta-feira, 3 de junho de 2011

O CCRD (2)

Algumas actividades desenvolvidas pelo CCRD, nos seus primeiros anos :



A "JUVENTUDE"


Ainda hoje muita gente a designa por "A Juventude", nome que vem do tempo em que era a Casa da Juventude.
Nasceu com a Liberdade, que veio com a "madrugada" desse "dia inicial inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do silêncio", como cantou a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen.
Foi logo após o 25 de Abril que um grupo de jovens se juntou com o objectivo de criar um espaço onde pudessem conviver e organizar actividades culturais e desportivas. Muito embora a política estivesse bem presente nesses tempos de mudança, essa necessidade levou a que esses jovens tivessem avançado com a concretização de uma ideia, cujos frutos ainda perduram hoje.
Começámos por pedir uma casa, na altura desocupada, ao primeiro Presidente da Junta de Freguesia após o 25 de Abril, o senhor Manuel Duarte. Situava-se no Largo da Praça e já tinha tido várias funções, nomeadamente escola e até igreja. 
Estava bastante degradada e aí começou a nossa luta : reconstruir esse espaço, à custa do nosso trabalho e com verbas obtidas em festas e outras iniciativas (para além do apoio de algumas entidades). Para tal contratámos um pedreiro, o senhor Costa e um servente, que transformaram um edifício do qual praticamente só se aproveitaram as paredes, na Casa da Juventude, um orgulho para todos nós.
Para além das festas da aldeia (algumas em parceria com o Padre Olavo), desenvolvíamos várias actividades culturais, em colaboração com o FAOJ ( organismo estatal, hoje IPJ ), cujo primeiro delegado, o senhor Jorge Moita, se mostrou sempre disponível para nos ajudar, e com outras associações juvenis, nomeadamente do Penedo Gordo : passávamos filmes, trazíamos peças de teatro, montámos uma biblioteca. 
Uma parte importante do mobiliário teve uma origem inédita : a Mocidade Portuguesa, entretanto extinta. Como sabíamos que esse mobiliário estava sem uso, trouxemos, com a devida autorização do Movimento das Forças Armadas, mesas, cadeiras, armários e até a mesa de bilhar.
Ao mesmo tempo promovíamos também actividades desportivas, como torneios de várias modalidades e, principalmente, nas iniciativas promovidas pela DGD : orientadas pelos mais velhos, as nossas crianças deslocavam-se a várias localidades para os torneios de futebol organizados por essa entidade. Mas não só, também participámos em provas de atletismo, juntamente com equipas de Beja, Faro e Vila Real de Santo António.
Foi, de facto, um período de intensa actividade, esses primeiros anos da Casa da Juventude, acompanhando, afinal, o que se passava um pouco por todo o País.
Comemorações do 5º Aniversário do 25 de Abril
Entretanto, em 1979, surgiu a necessidade de legalizar a associação, principalmente com a sua publicação no Diário da República. Para tal contámos co a preciosa ajuda do Dr Madeira, o notário da altura. Foi assim que nasceu o Centro de Cultura, Recreio e Desporto, substituindo a Casa da Juventude. 
O logotipo da nova associação reflectia a continuidade dos objectivo que definimos em 1974 : um livro, que representa a Cultura, um cavalo (do xadrez), que representa o Recreio e uma bola, que representa o Desporto. Para sempre, ficou registada a data da fundação do CCRD : 19 de Maio de 1979.
Relógio feito com base no logotipo do CCRD
Ao longo destes anos o Centro sofreu duas remodelações, transformando a nossa Casa da Juventude num espaço mais acolhedor e funcional. A última dessas remodelações data de 2007.
Placa da segunda remodelação
Hoje, para além de um espaço de convívio para todas as gerações, o CCRD desenvolve duas actividades principais : o futebol, com a participação nos campeonatos da Fundação INATEL e o cante alentejano, com o grupo coral feminino Estrelas do Alentejo, que tem levado o nome da nossa aldeia a vários pontos do País.
O Centro de Cultura, Recreio e Desporto de Santa Vitória